Me convidaram - ou intimaram - para participar de uma brincadeira no blog, na qual eu teria que contar seis segredos meus. Pois bem, não farei.
Não por falta de coragem ou por falta de qualquer coisa. Por simplesmente serem segredos. Segredos são mistérios e não há nada mais delicioso do que descobrir aos poucos os mistérios de cada pessoa. Descobrir em uma conversa, perceber dias depois o que uma pessoa quis dizer com tal coisa. Além do mais, meus segredos se vão entrelinhas, misturados em histórias, em frases, vozes, gestos, olhares e eu não trocaria essa forma de transmití-los.
Transcrevê-los diretamente, enumerando-os, para mim, é descaracterizá-los e desperdiçar possíveis momentos.
O que escrevo em primeira pessoa aqui, nesse blogue, não são segredos. São pensamentos a serem partilhados. Idéias, concepções, conclusões, pensamentos aleatórios e expostos. Os segredos, quando existem aqui, nunca são diretos, objetivos.
Como consta no dicionário, em um de seus significados: "A parte mais difícil e essencial de uma ciência, arte..." No caso, a parte mais difícil e essencial de uma ciência, arte... de ser. Não acho justo que sejam entregues de bandeja.
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